SORRIA! E CURTA A MINHA FOTO

SELFIE

A palavra é nova.
Entrou para o dicionário Oxford no fim do ano passado.
Selfie, em português, significa “foto tirada pela própria pessoa, tipicamente usando celular ou câmera de computador, publicada nas redes sociais”.

Ou seja, é o velho autoretrato, só que agora com duas variáveis.

A primeira é o uso de câmeras portáteis. Elas estão praticamente no bolso de cada pessoa. O aumento da mobilidade, da qualidade dos equipamentos e do acesso a internet, permitiram o autoretrato se espalhar pelos quatro cantos do planeta.

O segundo componente do Selfie é o compartilhamento. Tirar foto apenas para si mesmo, atualmente, não tem a menor graça.

O novo autoretrato só passa a ter valor no momento em que é compartilhado. E, quanto mais curtido ou comentado, mais importante se torna para uma pessoa.

Os cenários estão praticamente sumindo das fotos. Eles agora aparecem em segundo plano, apenas para justificar nossa presença em algum lugar. Aquela foto bonita, tipo cartão postal, apenas com torre Eiffel perdeu lugar para “Eu estive em Paris” (com um pedacinho da torre atrás da cabeça). O local serve para validar o autoretrato, como prova de “eu estive aqui”.
Isso vale até para o espaço, como mostra a foto lá em cima, tirada por um astronauta.

Vejo o Selfie ainda com um componente muito importante e pouco discutido: a construção do avatar.

Avatar é uma representação virtual de si mesmo, ou do que gostaríamos de ser.

Nessa era digital, os avatares ganharam força. Quando surgiu o “Second Life” muitas pessoas decidiram ter uma vida virtual bem diferente da real.

Depois, com a chegada das redes sociais, passamos a misturar uma identidade real com uma virtual. Cada um passou a construir e gerenciar sua própria imagem. Pare e pense: será que você é realmente aquilo que aparece no Facebook? Ou de vez em quando dá uma “retocada” na sua vida digital?

O próprio Instagram, no fundo, é uma ferramenta poderosa de avatarização. Nossos momentos ficam bem mais “coloridos” a partir dos filtros dele.

Agora, o autoretrato está prestes a passar por mais uma transformação.

Com a chegada dos computadores vestíveis, as empresas vão ter que repensar as câmeras.

Os óculos Google, por exemplo, tem as lentes sempre apontadas para frente. É difícil imaginar alguém tirando os óculos e virando ao contrário para fazer um autoretrato.

É mais fácil bater a foto na própria imagem refletida num lago, como no mito de Narciso.
Só cuidado pra não deixar o equipamento cair na água.

R.C.

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