QUEM SABE FAZ AO VIVO… OU GRAVADO

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No momento em que você soube do acidente do caminhão que derrubou uma passarela, no Rio de Janeiro, que meio de comunicação você usou para se informar?
Se estava no carro, ou andando na rua, provavelmente ligou o rádio ou sacou o smartphone para entrar num site ou nas redes sociais.
Mas, se quis acompanhar os desdobramentos, com o máximo de detalhes, a opção certamente foi a TV.
Por mais que as novas plataformas de vídeo tenham se desenvolvido nos últimos anos, a TV tradicional (aberta e por assinatura) ainda é referência em coberturas ao vivo.
Além dos sistemas de transmissão via satélite, as equipes de reportagem agora usam equipamentos portáteis conectados a rede de dados móveis 3G/4G.
Com um smartphone na mão é possível chegar onde os grandes caminhões de transmissão não alcançam.
O resultado é variedade de ângulos: da visão geral do helicóptero até o olhar focado do repórter bem perto do local do fato.
Tudo com áudio e vídeo em alta definição.
Além disso, o conteúdo das redes sociais é cada vez mais incorporado ao noticiário.
Relatos e vídeos de testemunhas agora são usados com frequência.
As TVs entenderam que não tem mais o monopólio da produção da notícia.
Passaram a ser também grandes curadoras.
Na transmissão ao vivo, portanto, ninguém ainda supera a TV.
Ponto. Parágrafo.
Nos demais formatos, o consumo de conteúdo entrou numa batalha feroz por atenção.
A TV tradicional divide espaço com plataformas de vídeo sob demanda.
O Netflix ganha cada vez mais destaque no campo das séries e filmes.
E o YouTube avança seus tentáculos no infinito mundo online baseado no conceito de Cauda Longa.
Recentemente um fenômeno foi detectado, principalmente em países desenvolvidos como os Estados Unidos: os “cord nerver”, a geração nascida sem nunca ter assinado um serviço de TV.
Antes vieram os “cord cutters”,  a geração que um dia consumiu vídeo, no formato tradicional, e depois optou pelas novas plataformas.
Isso não significa que as pessoas abriram mão do conteúdo (inclusive da TV tradicional).
Muito pelo contrário. Nunca se produziu tanto áudio e vídeo no mundo.
O que os novos consumidores não aceitam é o fato de ficarem presos a uma tela (a não ser nas coberturas e eventos ao vivo).
A nova geração que quer montar sua própria programação e assistir o conteúdo onde, quando e no dispositivo em que achar melhor.
As próprias TVs tradicionais resolveram entrar na jogo e ampliam cada vez mais o acesso a conteúdo sob demanda.
Esse é um movimento sem volta.
Ao vivo e gravado, a melhor opção é a sinergia entre as novas plataformas e a TV tradicional.
Se não pode vencê-los, junte-se a eles.

R.C.

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