FACEBOOK X RESTO DO MUNDO

O Facebook acaba de completar 10 anos.
Parece pouco. Mas, para uma rede social, é muita coisa.
Desde que a internet surgiu várias empresas foram abatidas por outras no meio do caminho.
O cinturão ainda é do Facebook, a rede mais importante e veterana do mundo digital.
Recentemente o coroa andou apanhando.
Quando abriu o capital na Bolsa de Nova York, em 2012, muita gente decretou a falência de Mark Zukerberg (esse ano as ações bateram recorde).
No ano passado pesquisas mostraram que o público mais jovem está deixando o FB, em busca de mais privacidade.
E, agora, o pessoal da Universidade Princeton afirmou, com letras e números, que o FB vai perder 80% dos usuários entre 2015 e 2017.
Será?
O Facebook é um gigante que todos querem derrubar.
Mas tomar o cinturão não é tão fácil assim.
Quem tem mais de 1 bilhão de usuários não pode ser subestimado.
E os contra-golpes do campeão são poderosos.
Um dos mais famosos é comprar quem incomoda.
Foi assim com o Instagram, mas não funcionou com o SnapChat, que recusou US$ 3 bilhões pela compra.
Ok. Hora de respirar fundo, assimilar a pancada, e usar a criatividade.
Essa semana o Facebook mostrou um golpe novo: o Paper.

Trata-se de um aplicativo baseado no modelo atual, só que redesenhado pra tornar a navegação mais atraente.
Esteticamente parece muito com o Flipboard.
A experiência de leitura é mais agradável e pode fazer com que as pessoas gastem mais tempo no FB.
Em termos de conteúdo o Paper traz um leitor de notícias com 19 seções.
A facilidade acessar notícias e compartilhá-las aumentou muito.
E, mais do que nunca, o que as pessoas querem é uma notícia pra puxar assunto na rede, ou para chancelar uma opinião.
Como torcedor digital ainda espero ver alguns golpes de mestre.
O primeiro seria cruzar informações dos usuários, criando círculos de discussão.
Imagine que você compartilhe uma notícia e diga o que pensa.
O Paper poderia sugerir: “Fulano e Ciclano também estão falando sobre isso”, criando uma caixa de comentários única.
Ou: “Beltrano está lendo um outro artigo sobre o assunto, veja aqui”.
O segundo golpe seria um mecanismo interno de busca. Um “google” de assuntos (melhor ainda se for refinado com texto, fotos e vídeos).
E, o golpe fatal, seria usar inteligência artificial para aprender o gosto do usuário.
Algo como Zite, aplicativo que mais uso para ler (sempre tomando cuidado com o “filtro-bolha“).
Assim, nosso feed de notícias seria preenchido apenas por assuntos que nos interessam (e propaganda, é claro).
Tenho minhas dúvidas se o Paper vai vingar e, se algum dia, o Facebook vai ser substituído por outra rede (aposto mais num ecossistema de nichos gravitando em torno de grandes plataformas).
No mundo digital tudo é possível.
Mas quem quiser nocautear o gigante vai ter que se esforçar.

R.C.

MIND MAP LABMÍDIA

FACEBOOK

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