PAPEL? SÓ PRA EMBRULHAR PEIXE

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O papel vai morrer.
Os livros, jornais e revistas, não.
Na semana passada, um número divulgado pelo IBGE passou quase batido: a queda de 10,2%, em 2013, na indústria de edição, impressão e reprodução de gravações.
Foi o maior tombo entre os 27 setores pesquisados.
Quatro anos depois do lançamento do Ipad, os sinais de que o papel impresso está com os dias contados ficam cada vez mais claros.
Os principais jornais e revistas do mundo já tem versões impressas em plataformas digitais.
Alguns tem até publicação eletrônica exclusiva, como é o caso do Globo a Mais.
Em vários países, inclusive no Brasil, escolas e universidades, públicas e privadas, estão adotando tablets em vez de livros.
Os preços caíram muito. Os melhores, claro, ainda são caros.
Mas é possível encontrar tablets honestos por menos de R$300 parcelados em 10 vezes sem juros.
As fabricantes de equipamentos eletrônicos já entenderam que esse é um caminho sem volta.
Também na semana passada, a Sony anunciou o fim da fabricação de computadores da linha Vaio.
Ninguém mais aposta em Desktops e, cada vez menos, em notebooks.
Vão ser engolidos pelos tablets e smartphones.
Computadores faziam uma dobradinha perfeita com as impressoras. Muita gente preferia ler no papel em vez da tela.
Era só apertar um botão e imprimir. Rápido e barato.
Com os tablets não há mais necessidade disso.
A gente segura o bicho como se fosse uma folha de papel.
No caso dos livros digitais o mercado avançou muito.
Hoje os lançamentos acontecem muitas vezes simultaneamente, na versão impressa e digital.
E os preços digitais são um pouco mais baixos que os livros de papel (deveriam mais).
Desde que comecei a usar leitores digitais, só passava nas livrarias para anotar o nome dos livros e depois comprar pela internet.
Hoje em dia basta usar o aplicativo Flow, da Amazon, para simplificar a tarefa.
Ele identifica o livro na prateleira e leva o consumidor direto para a loja virtual. Um clique e pronto, a compra está feita.
As livrarias e bibliotecas também parecem estar com os dias contados.
A não ser que se renovem como é o caso da BiblioTech, nos Estados Unidos. É uma biblioteca pública onde só existem livros digitais.
E o futuro?
Minha aposta, no curto prazo, é que os livros vão seguir o mesmo rumo dos vídeos e da música.
Vamos pagar uma mensalidade para ter acesso a um acervo digital, podendo ler o quanto quisermos.
O serviço já existe. O mais promissor é o Oyster, uma espécie de Netflix dos livros.
Com o avanço das telas flexíveis, em breve vamos embrulhar peixe em tablets. Ou não.

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P.S.: Antes de imprimir esse artigo pense duas vezes. A natureza agradece.

R.C.

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