O CÓDIGO DÁ 20 (MILHÕES DE DÓLARES)

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A, B, C, D….
Esse é o conjunto de símbolos que nós , humanos, usamos pra nos comunicar.
Nas representações mais complexas temos as línguas (português, inglês, espanhol…), regidas pela gramática.
Já no universo das máquinas tudo começa apenas com 0 e 1, o código binário
E a conversa entre os computadores é ordenada por linguagens de programação como C++, PHP e JavaScript.
Hoje existem mais “conversas” entre humanos e humanos (através de equipamentos) e diretamente entre máquinas, do que o velho papo entre duas pessoas.
Mas ninguém tem ideia de como tudo acontece.
O que chega pra gente, nas telas, são letras e número, nada diferente do normal.
Isso porque os aparelhos traduzem o código das máquinas para a nossa língua.
Já estamos tão habituados com isso que não percebemos o impacto dos sistemas de comunicação sobre a sociedade.
Essa avalanche de comunicação se desdobra em produtos e serviços.
O mundo hoje é digital.
As maiores empresas do mundo tem na base delas a programação (Google, Facebook, Amazon, Microsoft, Apple…).
Smartphones, aplicativos, caixas-eletrônicos… os produtos e o ambiente que nos cercam são frutos da linguagem dos computadores.
Profissões do futuro também tem relação com a programação.
Então, por que, em pelo século 21, não aprendemos a linguagem das máquinas desde cedo?
O governo britânico pesou e concluiu que isso é a coisa certa a se fazer.
A partir de setembro, alunos de 5 a 16 anos vão passar a aprender programação nas escolas.
Existe até uma campanha chamada “O ano do código”.

Além de incentivar os alunos, o governo vai investir grana na formação de professores.
É uma aposta ousada, que promete criar uma geração voltada para um mercado crescente.
Ao mesmo tempo é uma constatação óbvia de que os códigos estão por trás de quase tudo.
Aqui no Brasil já tive a oportunidade de conhecer o trabalho do NAVE (Núcleo Avançado em Educação).

Em 2009 foi eleita pela Microsoft uma das 30 escolas mais inovadoras do mundo.
Não é a mesma proposta britânica, mas o Nave foca o aprendizado em áreas digitais, entre elas a programação de jogos.
Só pra lembrar, o setor de jogos fatura atualmente mais que a indústria do cinema.
Se você acha tudo isso uma perda de tempo lembre-se da sua época de escola.
Quantas coisas aprendemos lá e nunca usamos efetivamente na vida?
Eu, por exemplo, nunca precisei calcular o seno e cosseno de um triângulo fora do colégio.
E lembro vagamente o que são os spins dos elétrons.
Mas sei que são elementos reais, que fazem parte da vida e me fizeram entender a beleza e dinâmica do que nos cerca.
Portanto, a iniciativa de ensinar programação de código é extremamente válida.
Não só os alunos, mas toda a sociedade, tem a ganhar.
Provavelmente só alguns vão viver da programação e desenhar o futuro.
Mas todo mundo vai passar a entender como o mundo funciona.

R.C

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