É LEGAL… MAS ILEGAL

pirate

 

De uns anos pra cá a história vem se repetindo na indústria da comunicação.
Alguém percebe uma necessidade, cria um produto genial, conquista o público e depois some do mapa.
Por um simples motivo: é ilegal.
Foi assim com o Napster, no campo da música, com os sites de vídeo em torrent e, agora, com a promessa de TV online de baixo custo.
Era o que vendia a Aereo, empresa norte-americana que já tinha clientes espalhados em onze cidades.
O sistema era perfeito para os consumidores.
Por US$8 ou US$12 era possível ter os canais de tv aberta em qualquer dispositivo: computador, tablet ou celular.
Com a vantagem de gravar e reproduzir o conteúdo mais tarde.

Você pode pensar: o que tem de ilegal nisso se o sinal das tvs abertas é de graça?
Esse era o argumento da Aereo, que desenvolveu uma solução tecnológica interessante.
Criou umas espécie de “fazenda de antenas”.
Eram bem pequenas, do tamanho de moedas, ligadas aos servidores da empresa.
Cada assinante tinha a sua.
E o conteúdo era enviado pela internet, com um pequeno delay.
Ou seja, para a Aereo, a empresa apenas vendia o serviço, uma facilidade para o cliente, já que o conteúdo da programação estava disponível, pelo ar, para qualquer um que tenha uma antena na tv.
O argumento é bom mas não convenceu a justiça.
Depois de dois anos de debates, a suprema corte norte-americana decidiu, por 6 votos a 3, que o serviço feria os direitos autorais, da empresas de comunicação, de transmitir conteúdo próprio.
No fundo, a Aereo ganhava dinheiro à custa do material produzido pelas grandes emissoras (que dá trabalho e exige muito dinheiro).
Só pra constar, no Brasil (e em vários países) a legislação é clara sobre o assunto, dando direito exclusivo as empresas radiodifusoras.
Em resumo, a Aereo provavelmente nem abriria as portas aqui.
O que vale de lição, a partir do sucesso da Aereo, é que as pessoas querem mobilidade.
E as grandes empresas, apesar dos esforços, continuam atrasadas em relação as necessidades do consumidor.
Ninguém quer mais ficar preso a um rádio, para ouvir música em casa, ou a uma tv, para ver a série favorita.
Existe um movimento das empresas de comunicação para fazer o que a Aereo desenvolveu de maneira julgada ilegal.
É possível?
Claro, o Netflix vem mostrando isso.
Serviços de streaming ao vivo e programas sob demanda já fazem parte de muitos canais internacionais e brasileiros.
Mas ainda é pouco.
As empresas precisam ficar atentas ao comportamento dos consumidores.
E desenvolver soluções antes, ou pelo menos ao mesmo tempo, que os inovadores independentes.
Não há discussão sobre a ilegalidade no caso Aereo.
Mas, o legal mesmo, é ter um serviço assim, por um preço bacana, feito com qualidade, por quem tem direito sobre o conteúdo.

R. C.

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