MUITO ALÉM DO IPHONE 6

dick-tracy

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Esse não é mais um texto sobre as especificações técnicas do novo iPhone.
Muito menos pra dizer se você deve trocar de aparelho agora.
No Labmidia procuramos pensar em inovação, e nos impactos tecnológicos sobre a comunicação digital.
Por isso a nossa análise é sobre o que vem por aí.

ÀS VEZES, UM SMARTPHONE É APENAS UM SMARTPHONE

Pense num carro. Qualquer um.
Todos os anos, os fabricantes criam novos modelos, cada vez mais carregados de tecnologias.
Por mais que mudem, no fundo, o carro é sempre um carro: um conjunto de cadeiras, coberto por uma carroceria, sobre um eixo de quatro rodas, comandado por um motorista (por enquanto).

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O mesmo vale para o avião (um tubo sustentado por asas) ou para uma simples colher (uma haste com uma concha na ponta).
Parece besteira.
Mas entender esse conceito básico acabaria com todo o debate sobre a “falta de inovação” da Apple (e dos concorrentes).
Quando o primeiro iPhone surgiu, em 2007, ele foi uma revolução.
Juntava, num só aparelho, telefonia móvel, internet e central de entretenimento (músicas, filmes, fotos..).
Eram 3 aparelhos num só. Genial.
De lá pra cá foram feitas melhorias em todos esses aspectos.
Câmeras ganharam megapixels, processadores ficaram velozes, a capacidade de armazenamento aumentou, o 4G está aí.
Mas um smartphone vai ser sempre um aparelho com essas 3 características, por mais que haja evolução.
Existe um limite para o conceito de smartphone.
Não haverá um aparelho que faça café ou qualquer outra pirotecnia (se isso acontecer, deixa de ser smartphone).
É preciso entender e aceitar isso.

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VESTINDO UM COMPUTADOR

Se o smartphone chegou ao limite, a imaginação humana, não.
Dá pra ir bem mais longe.
Só que antes é preciso se desapegar do conceito do smartphone.
É aí que entram os chamados computadores vestíveis.
Eles nada mais são do que a dinâmica natural da computação.
Mainframes -> Desktops -> Noteboks -> Smartphones/Tablets -> ?
A maior aposta, no curto prazo, está nos relógios inteligentes.
As grandes empresas de tecnologia lançaram seus modelos (Motorola, Asus, Sony, Samsung e Apple).
Ainda vamos chegar lá mas, na minha opinião, foi parto prematuro.
Além de se apoiarem num aparelho que remete ao passado (deixei de usar relógio justamente por causa do smartphone), os modelos apresentados até agora, dependem, de certa forma, de uma sincronização com o smartphone (fora a autonomia da bateria).
Não são aparelhos 100% independentes, o que seria o grande objetivo de um computador vestível.
Hoje ainda são um complemento, não uma alternativa aos smartphones.
O consolo é que a indústria está fazendo um grande movimento nessa direção.
Em termos de inovação, no segmento dos computadores vestíveis, os óculos Google poderiam sair bem na frente, mas empacaram, inexplicavelmente.

MÁQUINAS QUE SENTEM

Uma das maiores evoluções apresentadas no relógio Apple é a capacidade da máquina “sentir” nosso corpo.
Infravermelho, giroscópio, acelerômetro… tudo isso faz com que os movimentos possam ser interpretados e, os batimentos cardíacos, medidos.
Da mesma forma, a nova tela promete ser háptica, ou seja, capaz de diferenciar a pressão do tato.

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Esse é um dos maiores desafios atuais da indústria.
Se as máquinas entendem cada vez mais o que estamos fazendo, é importante também que tenhamos algum tipo de retorno pelo tato.
Afinal de contas, ele é um dos 5 sentidos.
Na relação com as máquinas temos apenas visão e audição. Paladar e olfato ainda estão longe de acontecer. A próxima fronteira é o tato.
Desenvolvedores de aparelhos voltados para a Realidade Virtual já estão pensando nisso.

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FALANDO A MESMA LÍNGUA

Quando a Apple lança um novo aparelho ela não está apenas vendendo um produto.
Os novos integrantes da família fazem parte de um ecossistema criado para que todos se comuniquem.
Quem usa um Macbook sabe que ele se relaciona perfeitamente com um iPad e com um iPhone.
A ideia é que essa mesma sintonia aconteça com o iWatch.
O Google e a Microsoft também tem essa ambição.
Num primeiro momento, as plataformas permitiram a integração dos equipamentos.
Hoje, quem usa qualquer sistema operacional se sente à vontade com aparelhos que “falam a mesma língua”.
Daqui pra frente, com os computadores vestíveis – e a coleta de dados pessoais – o objetivo é fazer com que nós conversemos de maneira fluida com as máquinas.
Elas precisam nos entender e, nós, a elas.
Quando tudo estiver rodando perfeitamente, é hora de investir na comunicação cérebro-cérebro.
Tecnicamente já é possível.
Mas só deve estar nas lojas lá pelo iPhone 2045.

Rafael Coimbra

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