FACETUBE

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São quase 10 dez anos de liderança absoluta.
Quem gosta de ver vídeos, na internet, não vive sem ele: o Youtube.
É a grande TV digital do século XXI (sem a lógica do século passado).
À medida em que a plataforma foi se consolidando, ficou mais fácil publicar e assistir aos vídeos lá.
A qualidade também avançou. É possível rodar 4K no Youtube, formato superior ao existente na maioria das TVs tradicionais.
E o melhor: publicar vídeos não custa nada.
Tudo isso fez com que produtores usem a plataforma como um super depósito.
Depois de subir os vídeos, é só criar links para o conteúdo ou “embedar” (fazer com que rode dentro da página de um site).
Isso vale pra todo mundo. Desde um vídeo amador de gatos até a propaganda super produzida de uma empresa.
É tão simples que até o Facebook exibia o conteúdo do Youtube diretamente nas páginas da rede, sem precisar sair de lá.
Só que agora tudo mudou.
O Facebook anunciou que vai publicar apenas dos links dos vídeos, para acesso externo.
Já os vídeos publicados, usando as ferramentas e a hospedagem do Facebook, vão continuar rodando sem problemas.
Num primeiro momento parece contraditório.
Afinal, o Facebook está forçando todo mundo a deixar a rede social, ainda que momentaneamente, e dar uma olhada num vídeo do Youtube. Fora o risco de aparecer outro vídeo sugerido pelo concorrente… e outro… e mais outro.
Um segundo ponto questionável é que, diferentemente do Youtube, as ferramentas atuais de edição e publicação existentes no Facebook são extremamente pobres.
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Pra piorar, tudo o que é publicado no FB, a princípio, é “fechado”. Só tem acesso quem faz parte da rede social e com autorização do autor.
Mas, é aquilo: com o Zuckerberg não dá pra brincar.
Só pra refrescar a memória, o Youtube pertence ao Google.
Ou seja, são as duas maiores empresas de plataformas digitais do mundo começando uma batalha sangrenta.
O Facebook não deixou claro se o objetivo é virar o novo Youtube, e como pretende fazer isso.
Partindo do princípio que a ideia é essa, vai ter que se esforçar muito.
Em primeiro lugar precisa melhorar o ambiente de criação, publicação, exibição e promoção.
Só isso já é uma tarefa monstruosa.
Mesmo que o FB passe a ser referência, a mudança vai valer, a princípio, para os novos conteúdos.
Depois, será preciso migrar toda a base existente hoje no Youtube.
São milhões de horas arquivadas.
Falando nisso, tem ainda a questão do armazenamento.
Haja novos servidores para guardar tanto material.
Mas, se o FB conseguir, será uma grande tacada de mestre.
Com todos os vídeos publicados e rodando dentro da plataforma, o FB ganha novos super poderes.
Um, é capacidade de fazer o que o Youtube consegue atualmente: propaganda, baseada no comportamento monitorado dos consumidores.
Outro, é aumentar o tempo de permanência na plataforma, o que também significa, na prática, mais anúncios.

People pose with laptops in front of projection of Facebook logo in this picture illustration taken in Zenica
O Facebook já engoliu uma fez um produto do Google, o Orkut.
Ao mesmo tempo, já vimos movimentos desse tipo antes, em que dois “parceiros” se tornam inimigos.
Basta lembrar quando a Apple decidiu criar o seu próprio sistema de mapas, depois de usar por um tempo o Google Maps.
Até hoje não conseguiu fazer melhor.
O desafio de virar o novo Youtube é muito difícil.
Mas não impossível.

(Rafael Coimbra)

* Atualização: agências de notícias informam que o Facebook desistiu da mudança e voltou a exibir internamente o conteúdo do Youtube. Ná página oficial não há informações. Mas testamos aqui no Labmídia e, realmente, está tudo como antes.

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