TERREMOTO DE DADOS

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Facebook e Google são dois gigantes.
Desde que surgiram, expandiram seus tentáculos pelo mundo digital e além dele.
Quem mantém essa força vital é o dinheiro.
E o dinheiro sempre veio da propaganda online.
O modelo de negócios usado pelo Google e Facebook é genial.
Permite que as empresas, ou qualquer pessoa, gerenciem diretamente todo o processo de publicidade.
Sem intermediários e a um custo bem mais baixo que o praticado nas agências tradicionais.
Não bastassem todos esses atrativos, a dinâmica computacional por trás disso tudo vem evoluindo a passos largos.
Algorítimos sofisticados, ampla base de dados, coleta de informações cada vez mais precisas.
Estamos na era da publicidade hiper direcionada, em que é possível entregar o conteúdo exato (ou quase) para cada tipo de público alvo.
Quanto mais a internet móvel e os computadores vestíveis ganham espaço, mais e melhores dados vão ser fornecidos para as empresas que trabalham com publicidade online.
Mas, no mundo da tecnologia, a regra é clara: quem sai na frente nem sempre permanece no posto.
Eis que, agora, outros gigantes entraram nessa batalha.
Para intimidar, chegam de braços dados.
The Guardian, CNN, Financial Times, Reuters e The Economist.
5 titãs no mundo das comunicações, unidos, na chamada “Aliança Pangéia“.

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O nome não é por acaso.
Pangéia é o super continente, que existiu milhões de anos atrás, antes de se fragmentar e formar os atuais.
Somadas, as 5 empresas tem uma audiência global de 110 milhões de pessoas.
É pouco se comparado aos mais de 1 bilhão usuários do Facebook.
Mas não se deixe enganar.
O foco aqui é a qualidade, não a quantidade.
Google e Facebook levam vantagem na ampla base de usuários e na experiência com a publicidade online.
Já os integrantes da Aliança Pangéia saem na frente quando o assunto é credibilidade.
Elas vão fornecer aos anunciantes informações precisas, de um público qualificado, atreladas a conteúdo de grande qualidade jornalística.
Muitos dos assinantes desses sites são executivos e de classes sociais altas.
É curioso notar que, coincidentemente, o Facebook acaba de criar um Laboratório de Inovação, dentro de uma favela, em São Paulo.
A ideia é incentivar pequenas empresas, que nunca tiveram a chance de anunciar.
É um mercado inexplorado, com um grande número de consumidores.
Voltando ao projeto Pangéia, ainda não há muitos detalhes sobre como o sistema vai funcionar.
A aliança vai entrar em operação no mês que vem (em modo beta).
O que se sabe é que os anunciantes vão contar com um sistema automatizado, baseado em Big Data: o Rubicon Project.
Com esse time de peso, dá pra imaginar que a briga vai ser boa.
É bom lembrar que essa não é a primeira tentativa de somar forças.
Em 2012 foi lançada uma plataforma francesa, a La Place Media.
E, em 2013, surgiu a QuadrantONE, nos Estados Unidos.
Todas nos mesmos moldes técnicos, e reunindo grandes empresas de comunicação.
Agora, ao lado de Google e Facebook, começam a emergir novos super continentes no mundo da propaganda online.
Vamos ver se há espaço pra todos.
O universo digital é infinito. O dinheiro, não.

(Rafael Coimbra)

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