A MORTE DO NOTEBOOK E O (POSSÍVEL) RENASCIMENTO DA TV

Quando a Apple anuncia novos produtos todo mundo para e presta atenção. A empresa está longe de ser tão inovadora quanto parece. Muitas vezes copia descaradamente ideias dos concorrentes. Só que faz tão bem feito que parece ter criado algo original. A Apple é marca mais valiosa do mundo. E dita tendências.
Por isso, aqui no Labmídia, analisamos os movimentos provocados por ela. Não vamos fazer review dos produtos, apenas reflexões.

A morte do Notebook

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Nos últimos anos muita gente tem falado sobre a morte do PC, ou seja, do tradicional computador de mesa (desktop ou CPU como é conhecido). À medida em que os notebooks ficaram potentes e mais baratos, os computadores de mesa perderam espaço, sendo usados basicamente em ambientes de trabalho.
Agora o iPad Pro representa a morte do notebook. Por que achamos isso?
Porque os tablets atingiram um poder de processamento tão grande que é possível realizar tarefas profissionais pesadas, antes só viáveis nos “computadores”. Poder optar entre o toque na tela e o teclado faz com que o tablet funcione como notebook quando necessário. Muita gente chamou o novo aparelho de “iPad de Itu”, por causa da tela grande, de 12,9 polegadas. Ela reforça justamente essa transição, uma vez que o tamanho é semelhante ao das telas dos notebooks. De novo: não foi a Apple que criou esse conceito, mas é provável que o iPad Pro decrete a morte lenta dos notebooks.

A força está com você

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Uma das novidades anunciadas no iPhone 6s é o 3D touch, tecnologia que permite que tela “sinta” o toque de acordo com a pressão feita nela. Parece um detalhe mas pode ser a porta para uma nova relação com as máquinas. Nosso contato com elas sempre foi predominantemente visual e auditivo. Olfato e paladar são dois sentidos ainda distantes da realidade tecnológica. Já o tato começou com a dupla teclado/mouse, evoluiu para o toque e ficou parado assim por um tempo. Agora a parte háptica ganha força. É importante que a indústria busque formas de ampliar nossos sentidos. o 3D touch, por enquanto, é uma tecnologia mais passiva que ativa por parte das máquinas, ou seja, nós determinamos a força, enquanto a tela apenas recebe a informação e responde internamente aos comandos. Mais pra frente esse tipo informação vai vir também na mão inversa, com as máquinas enviando sinais físicos pra gente. Dá pra ver uma aplicação desse conceito no projeto do MIT, liderado por um brasileiro. Ele criou um robô capaz de responder aos comandos humanos e ao mesmo tempo enviar informações de volta.
Esse tipo de tecnologia não deve chegar de forma tão imediata a tablets e smartphones mas o importante é dar os primeiros passos.

O futuro da TV (será?)

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“O futuro da TV” é o slogan da nova Apple TV.
Será que é apenas exagero de marketing? Ou esse quadradinho preto tem mesmo a capacidade de revolucionar alguma coisa?
Vamos por partes.
Em primeiro lugar, pra quem não conhece, é interessante notar que a Apple TV não é uma TV, no sentido clássico de uma tela retangular. É um aparelho externo que “dá vida”a TV.
Dessa vez a Apple investiu numa relação mais elaborada com a TV (tela). É possível usar o novo controle remoto com gestos e falar com o equipamento usando inteligência artificial (Siri). Nada disso é muito novo. Mas, como já dissemos, quando a Apple faz, temos que ficar atentos. Essa relação mais saborosa de controlar a TV é importante porque hoje há um movimento de afastamento da televisão. Televisão aqui leia-se dispositivo físico. O conteúdo em vídeo está bombando mais do que nunca. O que quero dizer é que a geração mais nova, principalmente, opta por dispositivos móveis. É preciso que a TV seja algo muito atraente para que alguém queira ficar “preso” diante de uma tela.
Mas a grande mudança anunciada pela Apple está no ecossistema que roda por trás dela. É isso que a empresa está chamando de TV do futuro. Ela desenvolveu um sistema operacional específico para a Apple TV e o barato dele é permitir o uso de aplicativos. Várias TVs já trazem Apps embutidos. Mas o sistema é bem fechado. Na Apple TV o sistema operacional vai estimular os desenvolvedores. Esse sim é o pulo do gato e promete ser uma revolução. Aliás, aqui no Labmídia, acreditamos que, em algum momento, todos os canais de TV vão se tornar um aplicativo, assim como Netflix e Hulu. O mundo dos Apps se tornou padrão pra maioria das pessoas. É fácil trilhar por esse caminho. Pra quem produz conteúdo, vai ser a chance de misturar áudio e vídeo com infinitas possibilidades. Fora a mudança mercadológica no que diz respeito à comercialização. Imagine comprar conteúdo diretamente dos produtores, sem intermediários e apenas o que você quer, sem a necessidade de pacotes. Lembre-se que foi um processo bem parecido com esse que revolucionou a indústria da música.

Falando em revolução, a mais aguardada da Apple até hoje ainda não aconteceu: a dos preços, pra baixo.

(Rafael Coimbra)

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4 comentários sobre “A MORTE DO NOTEBOOK E O (POSSÍVEL) RENASCIMENTO DA TV

  1. Não acredito na morte dos Notebooks, apenas se transformarão em aparelhos mais portáteis e fáceis de carregar. Claro maior que o Smartphone e menor que as tvs mas com todas as funções, quanto as Tvs sua vida será muito longa ainda!

  2. Creio que a diferença está mais no modo de produção de conteúdo e sua distribuição. A evolução das plataformas físicas promove mais flexibilidade.

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