O GOOGLE É A NOVA APPLE. E A NOVA MICROSOFT…

A expectativa era enorme. Como seria o primeiro smartphone feito pelo Google? Melhor que o iPhone? Melhor que o Galaxy? Alguma novidade surpreendente?
Aí chega na hora da apresentação e surge um retângulo com câmera, internet e aplicativos.
Na boa: esqueça de vez as promessas messiânicas.
Há 2 anos escrevi, aqui no Labmidia, a respeito do limite dos smartphones e a incapacidade de fazerem milagres.
O Pixel é apenas mais um aparelho no mercado, tão bom quanto os de outras marcas.

A notícia mais importante da apresentação do Google foi outra.
Logo de cara, o CEO da empresa, Sundar Pichai, soltou a seguinte frase: “Estamos evoluindo de um mundo onde a mobilidade é prioridade para um mundo em que a Inteligência Artificial vem em primeiro lugar.”
Ou seja, o smartphone vai ser apenas mais um acessório na lista de dispositivos capazes de conversar conosco e entre objetos. Claro, o smartphone ainda é o mais funcional. Mas no futuro vai perder espaço.

“A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL VAI ESTAR EM TODOS OS LUGARES”

Quando o Google conseguir alcançar, de fato, um assistente pessoal capaz de entender o que queremos ele vai se reafirmar como uma nova Microsoft.
Digo isso numa metáfora ao sistema operacional Windows. Ao longo de décadas o sistema operacional ainda é disparado o que mais roda nos computadores pessoais.
Já no campo dos smartphones, o Android (do Google) é líder de mercado.
Agora é hora de abandonar um único aparelho e se espalhar pelos quatro cantos.
Recentemente o Google anunciou uma parceria com outras gigantes tecnológicas no campo da Inteligência Artificial: IBM, Amazon, Facebook e a própria Microsoft. A Apple ficou de fora.
A grande vantagem do Google é que a empresa agora está colhendo frutos do passado. Nos últimos anos lançou várias ferramentas independentes que nos tornaram dependentes delas. É muito provável que você use a maioria dos aplicativos da empresa, ainda que em aparelhos de outras marcas: Youtube, Gmail, Chrome, Google Maps, Waze, Google Translator, Google Drive….
Esses apps sempre caminharam de forma paralela. E, aos poucos, começaram a se aproximar. Agora o Google quer que essas linhas se cruzem o tempo todo. E o ponto central é a Inteligência Artificial.
O reconhecimento de voz atualmente é quase preciso. A taxa de acerto do Google é superior a 90%. Faltava contexto. Fazer com que a máquina entendesse de fato o que a gente quer. Não apenas ajustar um alarme. Esse dia está chegando por causa de a uma combinação entre Big Data e Inteligência Artificial.
Graças ao volume de dados que produzimos o Google consegue analisar nossas preferências e fazer com que o assistente pessoal se comporte cada vez mais como uma pessoa. Quando achamos que a máquina leu nosso pensamento ela de fato fez isso, através dos nossos dados. E já que a empresa também é dona de vários aplicativos que usamos, juntar as pontas fica ainda mais fácil. Tanto que o Google já fala num tipo de assistente pessoal personalizado.

          “ESTAMOS A UM PASSO DA CUSTOMIZAÇÃO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL”

O Google quer abraçar o mundo com as mãos. Digo, com tecnologias. Por isso mostrou avanço importante também no campo da Internet das Coisas. Ao lançar os novos produtos como o Google Home a empresa põe em prática o conceito de conectar objetos tendo como ponto central a Inteligência Artificial desenvolvida pela empresa. Mas os caras não são bobos. Sabem que precisam de parceiros. E eles estão na área.
É possível, por exemplo, ver a série preferida do Netflix na TV ou mudar a cor da lâmpada Philips com um simples comando de voz.

Os planos do Google não param por aí. A empresa está forçando a barra no campo da Realidade Virtual.
Lançou o dispositivo Daydream com a proposta de massificar o consumo de vídeos nesse formato. Da mesma forma que Apple mudou completamente a forma como passamos ouvir música – com o iTunes – o Google deve se firmar como a primeira grande plataforma de vídeos em Realidade Virtual.
Parece estar seguindo uma das frases mais famosas do fundador da Apple, Steve Jobs: “As pessoas não sabem o que querem, até mostrarmos a elas.”
Jobs morreu há exatos 5 anos. De lá pra cá a Apple não lançou qualquer dispositivo disruptivo. Então, quando o Google olha pra frente e aposta em novas tecnologias, dá pra dizer que…

“O GOOGLE É A NOVA APPLE”

É bom sempre lembrar que o Google ganha grana com propaganda feita em cima das nossas informações.

                      “CADA VEZ MAIS TROCAMOS PRIVACIDADE POR PUBLICIDADE”

Para maioria das pessoas a Inteligência Artificial vai poupar tempo.
E, se tempo = dinheiro, no fim das contas… fica elas por elas.

Rafael Coimbra

 

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