ABRA OS OLHOS PARA A NOVA ECONOMIA

Olha ao redor e preste atenção.
Quantas coisas perto de você precisariam existir fisicamente?
E quantas poderiam ter a mesma função apenas de forma virtual?
Por exemplo: um copo de água precisa existir fisicamente. Caso contrário não é possível armazenar o líquido e bebê-lo.
Mas e um quadro na parede? Será que ele precisa estar ali de verdade?
Imagine que, usando um dispositivo de realidade aumentada, você possa ver o quadro exatamente como ele é, como todos os detalhes e em todos os ângulos, mas apenas de forma digital. Faria muita diferença?
Lembre-se que essa transformação já aconteceu com muitos objetos. A fotografia é uma delas.
Em vez de álbuns fotográficos de papel hoje em dia achamos perfeitamente aceitável organizar tudo de forma digital no computador ou smartphone.

hololens

Mas por que estou falando disso?
Porque acredito que nos próximos anos vamos virtualizar boa parte do mundo.
E, com isso, uma grande quantidade de objetos físicos vai desaparecer, levando junto empregos na área da indústria.
Os setores que mais vão sofrer são os que dependem apenas da visão.
Placas de sinalização, por exemplo, vão ser perfeitamente virtualizáveis em dispositivos de realidade aumentada.
Basta geo localizar a posição da placa e reproduzir o sinal de maneira digital.
Aparelhos como a TV também tendem a desaparecer fisicamente.
O conceito da TV vai continuar existindo. Mas ninguém vai querer mais furar a parede para pendurar um retângulo e ligá-lo na tomada quando for possível ver a “TV” diante dos olhos, em qualquer tamanho, a partir de um par de óculos de realidade aumentada (vai poder simular inclusive a tela na parede).
Falando em parede, por que pintar a sua casa se, ao colocar os óculos, é possível escolher as cores da parede e mudá-las quando quiser? O mesmo acontece com praticamente tudo referente à decoração.
Mais pra frente objetos que tenham baixa funcionalidade de tato também vão desaparecer fisicamente.
Ou ser substituídos por elementos mais simples e depois serem revestidos de uma camada digital.
Exemplo: imagine que você queira jogar xadrez com alguém. Se ambos estiverem usando um dispositivo de Realidade Aumentada vocês podem ver perfeitamente o tabuleiro e as peças em cima da mesa (também virtual) e jogar da maneira tradicional, movendo as peças com as mãos.
Dá só uma olhada no que essa tinta “virtual” pode fazer.

Ela transforma superfícies em interfaces de toque.
Ou seja, é possível virtualizar uma grande quantidade de objetos.
Em alguns casos a função física vai permanecer mas o resto poderá ser alterado digitalmente.
Uma roupa, por exemplo, serve para nos proteger.
Agora imagine se todos vestirmos a mesma roupa, uma camisa branca por exemplo.
O modelo, as cores, tudo poderia ser reproduzido depois, virtualmente, por meio de realidade aumentada.

PASSAREMOS A COMPRAR ATRIBUTOS E NÃO OBJETOS EM SI.

O caminho para esse mundo já começou a ser trilhado.
Com o uso de filtros já é possível usar acessórios virtuais, em tempo real.
Nos próximos anos o aperfeiçoamento desse tipo de tecnologia fará com que impossível percebermos se o objeto é real ou não.

Há também um esforço para emplacar simulações em holografia.

De novo: a função dos objetos continuará existindo mas muitos deles vão desaparecer fisicamente.
Num momento em que se discute a substituição de pessoas por robôs, em várias profissões, é importante também pensar na transição de objetos físicos para virtuais.
Claro que novas oportunidades vão surgir mas um pedaço da indústria vai desaparecer.
É bom abrir os olhos para mundo virtual.

Rafael Coimbra

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